sexta-feira, 7 de novembro de 2008

O tom da propaganda

Em tempos do politicamente correto, duas propagandas chamam a atenção. Há outras, mas eu destaco essas duas:

Uma delas, da Petrobrás, um garoto percorre a rua de seu bairro carregando/empurrando um pneu, como se estivesse disputando uma corrida. O garoto, ao passar pela faixa de pedestre, observa uma senhora do alto da janela sacudir sua toalha quadriculada, e então comemora a passagem pela “linha de chegada”. Para comemorar o que faz o garoto? Vai até um homem que lava seu carro com uma mangueira e a toma do homem, jogando a água para cima e para os lados, como o estourar de uma champagne.

Não precisamos poupar água? Como a Petrobrás permite uma propaganda em que incentiva o desperdício?

A outra propaganda é da Cor&Ton. Cláudia Leite aparece no comercial do produto para tintura de cabelo. O quê isso tem demais? Ora, Cláudia Leite está grávida de seis meses e é sabido que uma mulher grávida não deve pintar seus cabelos. Mesmo que a propaganda tenha sido elaborada anterior a gravidez da Cláudia Leite, seria de bom tom a empresa não veiculá-la.

Afinal, o que dirão algumas mulheres: “Se a Cláudia Leite pode, eu também posso!”.
Por Gilberto Rateke Jr.

Um comentário:

Anônimo disse...

Só faltou o trocadilho: nessa, a Cor&Tom não deu o Tom ideal.. sacou, sacou? rs

Nem me fale. Essas são apenas duas que podemos citar no mar de infinidade publicitário. Mas, não querendo ser advogado do diabo, mas já sendo, não é só a publicidade que anda pagando pato por ai. A imprensa também engole sapo direto. Virou um zoológico só!

T.A. Muito!