quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Novelas Jornalísticas

Dia destes fiquei a pensar com meus botões se os telejornais brasileiros estariam sendo dirigidos e editados por profissionais da área de marketing, ou ainda, por diretores de novelas.

Sim, diretores de novelas! Afinal, de alguns anos para cá nosso telejornalismo cria e apresenta ficções reais, ou transforma realidade em ficção em pequenos seriados ou novelas, como:

“Crise Aérea”
“Caso Isabela”
“Crise Financeira”
“Seqüestro em Santo André”


A novela “Crise Financeira” até teve uma interrupção para ser apresentado o seriado “Seqüestro em Santo André”, mas esta semana será retomada.

É isso que esperamos de uma imprensa isenta, de qualidade e que não deve ser sensacionalista? Acredito que não.

Vale a pena ler os excelentes artigos de Samira Moratti publicados no Observatório da Imprensa:

DRAMA DE SANTO ANDRÉ
As contradições da imprensa


TELENOVELA E VIDA REAL
A desgraça que todo mundo vê


PUBLICIDADE NA TV
Por Gilberto Rateke Jr.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Crise Mundial

O mundo está em crise. As pessoas estão desesperadas e as economias fragilizadas.

Você está farto desta notícia?

Pois saiba que não falo da crise econômica.

O mundo há anos está em crise. Crise social!

Guerras, doenças e fome! Circunstâncias que desesperam as pessoas, principalmente dos países de economia mais fragilizada.

E o que os governantes têm feito para resolver o problema da crise mundial?

Praticamente, NADA!

Estados Unidos, países europeus e até mesmo o Brasil, utilizam do “pote do tesouro de duende”, na esperança de que no final do arco-íris resolvam os problemas das bolsas e dos bancos. E os famintos da África? E a invasão no Iraque? E os pobres e doentes do mundo?

Para eles, nem um tostão.

Será que está chegando a hora de darmos um basta ao poderio econômico que governa o mundo? Creio que sim! Podemos e devemos parar de pagar as contas das extravagâncias e abusos dos “ricos” do mundo e virarmos nossos olhos para a verdadeira crise instalada.


Faça sua parte!
Por Gilberto Rateke Jr.

sábado, 11 de outubro de 2008

Cronista Convidado

A alienação no meio de nós
Por Samira Moratti, em 10/10/08.

Passado o dia das eleições, o que se vê nas ruas são resquícios do que antes pareciam ser propagandas de candidatos a vereador e prefeitos. Os automóveis passam por cima das velhas carcaças de papel, destruindo rostos e números. Em outros ditos ‘santinhos’, ainda se pode ver algumas mensagens, irônicas e non sense até.
Os carros de som se calam. As faixas e pôsteres espalhados pelas residências são arrancados. Em outros momentos, mensagens de “muito obrigado” são vistas. As propagandas via televisão só são destinadas aos candidatos que foram para segundo turno. Mas, na verdade, é como se não tivéssemos vivido um momento tão ‘atordoado’, ‘apelativo’, ‘manipulado’. E essa impressão, a de que o brasileiro se esquece facilmente das coisas, é mais uma vez confirmada e mantida.
Candidatos ditos honestos, que farão muito pelo ‘povo’, que buscarão o ‘novo’, foram reeleitos ou eleitos. Sabe-se que alguns destes irão de fato cumprir o prometido. No entanto, em outros casos, as promessas garantidas durante os períodos eleitorais poderiam ser monitoradas, vigiadas. Porém dificilmente isto ocorrerá, uma vez que político que não é lícito com seu eleitorado não precisa dar o trabalho de enganar o ‘serviço’. A mente do próprio eleitor faz o ‘favor’ de apagar as promessas feitas da memória. Depois, caso algo dê errado, sobra a revolta de tal eleitor. E eis a pergunta que paira no ar: como reclamar direitos, se nem ao menos sabe o que foi sugerido como ‘boa ação’? Se nem se recordam do candidato que elegeram?
A novela se repete, ano após ano, década após década. E o eleitorado garante que o problema é só dos políticos. “Cambada de corruptos”, dizem uns tantos, em coro. Mas é justo condená-los sozinhos pelo problema? Ou não está sendo tanto quanto corrupto aquele eleitor que nem sabe em quem votou, ou caso votou em um candidato qualquer como ‘forma de revolta’, ou mesmo se votou nulo?
A alienação, que anda solta junto com os santinhos de candidatos que revoam com o vento nas ruas, é apenas um espectro, mistério na vida das pessoas. Daqui a algum tempo pode ser que o falso sentimento de patriotismo e responsabilidade retorne, e com ele a revolta de querer que seja feito o que foi prometido. Promessas essas pouco recordadas, salvo em se tratar de uma pessoa comprometida consigo mesma, com sua memória, ou aqueles que conseguem se lembrar das promessas dos candidatos à Presidência do país. Afinal, presidente é um só e sendo o país grande, é mais fácil lembrar.
Dentro em pouco, essas propagandas sumirão. Os cartazes serão descolados, jogados fora, e com eles a memória dos eleitores, tão perdida quanto uma agulha no palheiro. Quem me dera viver em um país diferente, com pessoas diferentes. Não é só museu que vive de memória. Isto poderia ser regra para todos nós.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O quê é crônica?

Segundo o glossário de jornalismo do O Globo:

Crônica - Não há compromisso necessariamente com temas da atualidade, como os artigos de opinião; o estilo é geralmente livre (literário) e isento de regras de estilo jornalístico, o tema é de livre escolha do autor, que assina sua produção.
...
E para você, o quê é crônica?
A redação.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Crônica 1000

Eleições pelo Brasil

Causa-me espanto que votos continuem a ser vendidos. Que o povo na hipocrisia fala mal de políticos, mas mesmo assim os reelegem e na imensa maioria das vezes por troca de comida, material de construção, emprego. É esse o “fome zero” e o combate ao desemprego no país? Não queremos mudar? Não queremos o novo? Optamos pela mesmice.

Causa-me espanto que candidatos troquem de partido, como trocam de roupa, afinal para que ideologia se o povo não possui ideal?

Causa-me espanto que candidatos usem da máquina pública para se reelegerem e ainda assim saem ilesos do pleito. Eleitos e não presos ou cassados afirmam que não há justiça maior do que a feita pelo povo.

Causa-me espanto que tudo isso ainda me cause espanto.

Causa-me espanto que nem pai nem mãe votem em candidato de voto só
[1] e que rosas renasçam em campos[2]!

Por Gilberto Rateke Jr.


---------------------